“O sistema nervoso coordena e controla todas as atividades do organismo, desde as contrações musculares, o funcionamento de órgãos e até mesmo a velocidade de secreção das glândulas endócrinas. Integra sensações e ideias, opera fenômenos de consciência, interpreta os estímulos advindos da superfície do corpo, das vísceras e de todas as funções orgânicas e é responsável pelas respostas adequadas a cada um destes estímulos.” (Oliveira, 2001, p.16)
Do 6º mês de gestação até mais ou menos os 6 anos de idade acontece o período de maior desenvolvimento cerebral do ser humano. Ao nascer, o bebê tem a estrutura do Sistema Nervoso Central praticamente pronta, porém inacabada. Nos primeiros meses e anos de vida, algumas células corticais (neurônios) novas são acrescentadas, elas ficam maiores e estabelecem mais conexões entre si. Após o nascimento do bebê, é iniciada a mielinização (formação da bainha de mielina – camada do neurônio responsável pela rápida condução de impulsos, estímulos elétricos ou informações).
Essa ampliação de conexões e a mielinização dependem de energia advinda da alimentação (açúcares, gorduras e proteínas). Mas, além da nutrição, a estimulação do ambiente é fundamental para um bom desenvolvimento da criança. Os estímulos sensoriais, gestos, movimentos – a experiência corporal e emocional da criança- funcionam como meios de mielinização das fibras nervosas, ou seja, ativação cerebral. Aprender, neurologicamente falando, significa usar sinapses normalmente não usadas. Entretanto, os estímulos não devem ser oferecidos com exageros o que provocaria ansiedade e estresse desnecessários à criança, visto que isso não irá apressar o processo de maturação do sistema nervoso e sim enriquecer, ampliar, incentivar. A maturação obedece a uma sequência definida biologicamente e reforçada pelo exercício ou funcionamento.
Referências Bibliográficas:
LENT, Roberto. Cem Bilhões de Neurônios – Conceitos Fundamentais de Neurociência. São Paulo: Atheneu, 2004.
OLIVEIRA, Gisele de Campos. Psicomotricidade – Educação e reeducação num enfoque psicopedagógico. Petrópolis: Vozes, 2001.
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